Estou muito feliz em dizer que meu artigo foi publicado no European Journal of International Law. Eu pesquisei sobre como as Convenções de Genebra de 1949 possuem uma estrutura cis-heteronormativa que inibe a proteção de pessoas vulneráveis que não compartilham com os mesmos valores das Convenções.
O resumo em português é: ” Este artigo examina as Convenções de Genebra de 1949 pelas lentes da teoria jurídica queer para expor as suposições cis-heteronormativas das convenções e como elas tornam as pessoas LGBTQI+ invisíveis. O artigo emprega ferramentas analíticas queer, tal como a biopolítica, performatividade de gênero, desconstrução de binários, identificação de viés estrutural e predicação de valores para analisar as convenções dentro do legado biopolítico dos crimes de guerra nazistas contra pessoas LGBTQI+ e os silêncios em torno de tais vítimas nos julgamentos de Nuremberg. Além disso, o artigo argumenta que, apesar de as convenções serem universalmente aplicáveis, elas defendem um viés cis-heteronormativo que inibe a proteção de pessoas LGBTQI+. O artigo demonstra isso através de uma leitura atenta das figuras do soldado masculino, das mulheres e crianças nas Convenções de Genebra, que revela o essencialismo de gênero que privilegia o homem cisgênero heterossexual como sujeito central. As convenções protegem mulheres e crianças por meio de papéis diferenciados e hierárquicos, enquanto as pessoas LGBTQI+ permanecem marginais, tornadas invisíveis ou protegidas apenas indiretamente por meio de interpretação expansiva. Conclui-se que a teoria jurídica queer oferece tanto uma estrutura analítica para revelar essas exclusões quanto um método normativo para reinterpretar o direito internacional humanitário de maneira consistente com suas reivindicações universalistas”.
Segue o link em open source: https://academic.oup.com/ejil/advance-article/doi/10.1093/ejil/chag039/8828273
Um grande abraço
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